segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Tiro(s) ao lado (04/12/2017)



Olá, como estão?




Ontem, dia 03 de Dezembro, assinalou-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, nas quais eu me incluo – estou numa cadeira de rodas devido a padecer de uma doença genética neurodegenerativa: a malfadada ataxia de Friedreich.



E hoje vou falar/escrever sobre tiro(s) ao lado…

1.º tiro:
Vocês ouviram aqueles deputados do PSD acusar o ministro do Ambiente de alarmismo só porque ele se atreveu a falar da possibilidade do racionamento de água?... Não é por nada, mas aqueles deputados estavam bêbados ou quê?.... Peço muita desculpa se ofendi alguém, mas o que é que querem que vos diga?.... Sim, porque eu não sei onde é aquela gentinha vive, mas uma coisa eu sei com toda a certeza: não é nesta santa terrinha.
Se fosse por mim, o racionamento de água tinha logo começado no fim do Verão. Claro que seria um racionamento condicionado, ajustável mediante as condições se apresentassem. Mas quanto mais cedo, melhor. Vocês sabem como é: o seguro morreu de velho e a prudência foi-lhe ao enterro.

2.º tiro:
Com toda certeza que já se depararam, de uma maneira ou de outra, com a campanha “Vamos fechar a torneira à seca”. Por mais que eu concorde com a mensagem, o que eu concordo e muito, infelizmente também acho que a campanha é absolutamente inútil.
Porque a verdade, nua e crua, é que as pessoas, e eu estou a falar no sentido mais lato da palavra, não costumam ser sensíveis a este tipo de campanhas. De nada vale a pena apelar ao bom-senso das pessoas, quando o mesmo é inexistente.
É triste, mas é verdade. E não estou a ser pessimista: antes realista… pragmática. 
Normalmente a coisa só lá vai com medidas se forem “a doer”…

3.º tiro:
E esta história do IPMA não conseguir acertar numa previsão que seja?... Quantas e quantias vezes no site do IPMA estão previstas umas certas condições meteorológicas, mas não é nada disso que se vê e sente?... Sabem o que eu vos digo? IPMA. Instituto Português do Mar e Atmosfera? Não. Antes Intrujões, Patranheiros, Mentirosos e Aldrabões. Desculpem lá, mas o que é queriam?... Não conseguem dar uma para a caixa – é cada tiro ao lado, que até doí… Eu não quero acreditar que a incompetência seja um requisito obrigatório para trabalhar lá por aquelas bandas. Prefiro acreditar que o equipamento que possuem está completamente obsoleto, a precisar de uma reforma urgente.

4.º tiro
Por falar no IPMA, a Proteção Civil e todo o seu trabalho não assenta, sobretudo e maioritariamente, nas previsões e informações facultadas pelo IPMA? E se o equipamento do IPMA estiver mesmo obsoleto, como é que a Proteção Civil pode desenvolver o seu trabalho?


Aproveito ainda esta oportunidade para vos falar de um assunto que eu, com toda a certeza, não quero nem pretendo que seja um tiro ao lado: o meu livro.
O Natal está já aí, a aproximar-se a passos largos, cada vez maiores… Se está completamente “à nora” e não faz mesmo a mínima ideia do que vai oferecer, que tal um livro? E porque não o meu livro de contos, “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)” (Chiado Editora), patrocinado pela APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu)? Convido-os a descobrir esta parte de mim: são 21 contos diferentes e totalmente independentes entre si. Abordam os mais variadíssimos temas e suscitam (pelo menos, é esse o meu desejo) uma miríade de emoções. Ao mesmo tempo, o livro serve de veículo para alertar, desmistificar, sensibilizar e consciencializar os possíveis leitores para a questão das ataxias hereditárias – o que são e como se manifestam. Apresento também um testemunho pessoal de como é e o que significa viver com ataxia – no meu caso pessoal, ataxia de Friedreich. Caso aceitem este meu convite e se decidam a “mergulhar” e descobrir esta parte de mim, espero sinceramente que se divirtam a ler este livro; tanto, como eu me diverti a escrevê-lo. Quem o quiser adquirir, pode fazê-lo de várias formas: em livraria, online (Chiado Editora - https://www.chiadoeditora.com/livraria/tas-com-a-mosca-ou-cheira-te-a-palha, Bertrand - https://www.bertrand.pt/livro/-tas-com-a-mosca-ou-cheira-te-a-palha--fatima-d-oliveira/19677306, FNAC - https://www.fnac.pt/Tas-com-a-Mosca-ou-Cheira-te-a-Palha-Fatima-d-Oliveira/a01263861, WOOK - https://www.wook.pt/livro/-tas-com-a-mosca-ou-000000000000000cheira-te-a-palha--fatima-d-oliveira/19677306) ou ainda directamente à APAHE (E-mail: apaheportugal@gmail.com ou mensagem privada no Facebook da APAHE, https://www.facebook.com/associacaoportuguesadeataxiashereditarias/ - os fundos angariados com a venda deste livro pela APAHE revertem, inteira e exclusivamente, a favor da mesma).
Aproveito ainda esta oportunidade para solicitar a V/ ajuda: manifestem as V/ opiniões acerca deste meu livro na página respectiva, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/, que desde já vos convido a conhecer e a gostar. Nesta mesma página está publicada uma nota, cujos comentários estão reservados para isso mesmo: para dizerem da V/ justiça.
Falta dizer que o livro está disponível em Portugal e no Brasil e que o PVP (preço de venda ao público) é de, para Portugal, EUR: 14,00 € (catorze euros), e para o Brasil, BRL: 56,00 R$ (cinquenta e seis reais).
Apresento ainda os desejos de Boas Festas e boas leituras!


E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.


sábado, 21 de outubro de 2017

(Des)Responsabilidades (21/10/2017)

Olá, como estão?


Eu, cá ando com aquela minha velha lesão nos ombros, cheia de dores.
Então, à noite, nem se fala: parece que me estão a espetar punhais…


E desculpem se estou a ser burra, mas alguém me sabe explicar, de uma vez por todas, o que é a chamada “responsabilidade política”, assim como a sua finalidade?
É que não é por nada, mas a mim parece-me tudo mais uma grandessíssima treta, uma verdadeira desculpa de mau pagador, estão a perceber o que eu quero dizer?
Tomemos como exemplo este caso muito recente da Ministra da Administração Interna: pelo pouco que eu consegui perceber, a ministra demitiu-se (ou foi demitida?) pela incompetência demonstrada pelo Comandante da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) na coordenação de meios no combate aos incêndios, que tinha sido nomeado por ela. Mas quem é que a nomeou a ela? O Primeiro-Ministro. E quem escolheu o Primeiro-Ministro? Os portugueses. Então, vamos demitir o povo português?... Estão a perceber o que eu quero dizer?... Podem-lhe chamar o que quiserem, mas eu chamo-lhe “bode expiatório”.
(Abro aqui um parêntesis para concordar que António Costa não foi o mais votado nas últimas eleições legislativas, é verdade. Mas também é verdade que a esquerda se uniu e por força dessa união, os votos eram superiores aos da direita, que também se uniu. Por isso António Costa foi convidado a formar governo. O que é perfeitamente legal. E constitucional. Com isto, fecho aqui este parêntesis.)

Ainda por isto e devido aos incêndios, e contrariando aquela velha ideia de que as pessoas têm memória curta, muito se tem falado da compra de submarinos da classe Tridente pelo XV Governo Constitucional.
Lembram-se?
Corria o ano de 2004 e era então 1.º Ministro (06/04/2002 a 17/07/2004) Durão Barroso, antes de dar o salto lá para as Europas para se tornar no 11.º Presidente da Comissão Europeia (22/11/2004 a 31/10/2014). O Ministro da Defesa era Paulo Portas.
Que a classe política deste país aprenda, de uma vez por todas, a não tomar as pessoas por parvas e estarem, constantemente, a insultar-lhes a inteligência.


Agora estou a aventurar-me a ler um livro do Eça de Queirós: “A Relíquia”. E não é que até estou a gostar? Quer dizer, cá para mim, até me parecem demasiado alguns floreados na linguagem. Mas fora isso…
Quem me viu e quem me vê… Eu, que sempre embirrei solenemente com Eça de Queirós, finalmente decidi-me a fazer um tira-teimas.
Se o João me visse agora… O João foi um colega que tive, quando frequentei aulas nocturnas de inglês, para tirar o Proficiency Certificate atribuído pela Universidade de Cambridge. Esse colega louvava muito a genialidade de Eça de Queirós e bem que me tentou convencer a experimentar, mas nunca conseguiu.
Depois disso, perdi o contacto com esse colega. Mas que o gostava de retomar, ai lá isso gostava…


Já aqui o disse e volto a dizer: sou benfiquista até à medula. E quanto a esta história dos e-mails, digo o que sempre disse: apure-se a verdade e castigue-se quem tiver de ser castigado.
Mas entristece-me todo este circo, nomeadamente o de adeptos doutros clubes a congratularem-se com o que está a acontecer ao rival.
Acho isso de extremo mau gosto. E atenção: isto também vale para os benfiquistas.
Lembro-me sempre de uma história que aconteceu comigo: corria o ano de 2002 e uma das minhas colegas era brasileira. Nesse ano houve Campeonato do Mundo de Futebol no Japão e Coreia do Sul, e tanto Portugal como o Brasil estavam apurados. No 1.º jogo, o Brasil não ganhou: empatou. Como consequência desse empate, não faltou quem fizesse a vida negra à minha colega – menos eu, pois não só acho de mau gosto e mesquinho, como também há aquela velha máxima de não fazer aos outros o que não gostávamos que nos fizéssemos a nós. Pois bem, quando chegou a vez de Portugal, jogou contra os EUA. E Portugal… perdeu. 2-1, sendo que os três golos foram marcados pelos EUA. Resultado: foi a vez da minha colega fazer a vida negra a quem lhe tinha feito o mesmo. Mas a mim não o fez. Sabem como é: cá se fazem, cá se pagam…
Ah, como curiosidade posso-vos dizer isto: quem ganhou esse Campeonato do Mundo de Futebol foi… o Brasil.


E vou voltar a falar-vos do meu livro:
E como nos vamos aproximando, a passos largos, do Natal (faltam 64 dias), já pensaram naquelas coisinhas que podem ser vistas como um fardo e tremendo suplício, mas também como uma fonte inesgotável de prazer – estou a falar das prendas? E que tal o meu livro de contos, “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)” (Chiado Editora), patrocinado pela APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu)? Quem o quiser adquirir, pode fazê-lo de várias formas: em livraria, online ou ainda directamente à APAHE (E-mail: apaheportugal@gmail.com ou mensagem privada no Facebook da APAHE, https://www.facebook.com/associacaoportuguesadeataxiashereditarias/ - os fundos angariados com a venda deste livro pela APAHE revertem, inteira e exclusivamente, a favor da mesma).
Aproveito a oportunidade para solicitar a V/ ajuda: manifestem as V/ opiniões acerca deste meu livro na página respectiva, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/, que desde já vos convido a conhecer e a gostar. Nesta mesma página está publicada uma nota, cujos comentários estão reservados para isso mesmo: para dizerem da V/ justiça.
O livro está disponível em Portugal e no Brasil.
PVP (preço de venda ao público):
1)   Portugal – EUR: 14,00 € (catorze euros);
Brasil – BRL: 56,00 R$ (cinquenta e seis reais).



E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.









quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tal e coisa (05/10/2017)





Olá, como estão?


Hoje, dia 05 de Outubro, assinala-se o Dia da Implantação da República Portuguesa e ontem, dia 04 de Outubro, assinalou-se o Dia Mundial do Animal.


E já estamos em contagem decrescente para o Natal – faltam 80 dias.
Não se riam: afinal, no final deste mês já se vão começar a ver coisas para quadra.
Eu, por mim, já estou quase despachada: já tenho as compras de Natal practicamente feitas: vou-as comprando ao longo do ano. Assim, evito confusões. E para a carteira, também é melhor: dói menos…
Eu até adorava a confusão própria da época, mas já tenho saúde para isso – e tive que me adaptar.
Também adorava fazer os embrulhos, mas agora… Já não tenho a destreza manual necessária e agora recorro aos sacos-prenda.
Ou seja, quem mão tem cão, caça com o gato. Se não vai de uma maneira, vai de outra.


E por falar em Natal, sabem o que daria uma excelente prenda de Natal?
O meu livro de contos, “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)” (Chiado Editora), patrocinado pela APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu). Quem o quiser adquirir, pode fazê-lo de várias formas: em livraria, online (Chiado Editora – https://www.chiadoeditora.com, Bertrand – https://www.bertrand.pt, Fnac – https://www.fnac.pt, Wook – https://www.wook.pt…), directamente à APAHE (E-mail: apaheportugal@gmail.com ou mensagem privada no Facebook da APAHE, https://www.facebook.com/associacaoportuguesadeataxiashereditarias/, e cujos fundos revertem, na totalidade, a favor da APAHE), ou ainda directamente a mim, pois também tenho alguns exemplares para venda, com o PVP de EUR: 14,00 € (catorze euros).
Aproveito a oportunidade para solicitar a V/ ajuda: manifestem as V/ opiniões acerca deste meu livro na página respectiva, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/, que desde já vos convido a conhecer e a gostar. Nesta mesma página está publicada uma nota, cujos comentários estão reservados para isso mesmo: para dizerem da V/ justiça.
O livro está disponível em Portugal e no Brasil.
(Eu sei que estou a ser chata, mas tenho que lutar pelo que é meu).



E no passado Domingo, dia 01 de Outubro, foi dia de eleições autárquicas.
Foi uma vitória retumbante do PS (sem surpresas) e quem pagou a factura foi o colega de coligação (PCP/CDU), que perdeu acho que foram nove câmaras para o PS. Não me surpreende: é o chamado voto útil.
Mas em Santarém as coisas correram de maneira diferente: o voto útil não foi para o PS, mas sim para o PSD – para evitar a vitória do candidato do PS, que já tinha sido Presidente da Câmara Municipal de Santarém e que não tinha deixado boa memória.
Já em Oeiras, as coisas correram ao contrário de Santarém: o Isaltino Morais voltou a ganhar. Apesar de tudo. Eu só tenho a dizer uma coisa: efeito Pavlov. E para bom entendedor…


A Catalunha, aqui na vizinha Espanha, está a ferro e fogo.
Os catalães querem a independência e fizeram um referendo no passado dia 01 de Outubro (sem surpresas, o sim obteve uma vitória esmagadora), mas o governo de Madrid nem quer ouvir falar de tal coisa – aliás, o governo central tinha considerado o referendo ilegal.
É que é a Catalunha que é a província mais rica de Espanha.
Mas o governo espanhol tem sido muito criticado pela forma como tem lidado com a situação. Agora acho que nem tanto, mas ao princípio foi cacetada para a frente, repressão pura e dura. Ora, até eu sei que isso é deitar gasolina para o fogo. Em vez de tentar apaziguar os ânimos, não. Acharam por bem retroceder aos tempos do Generalíssimo. E agora, queixam-se…


E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.








sábado, 30 de setembro de 2017

Etecetra e tal (30/09/2017)





Olá, como estão?


Desculpem esta minha loooonga ausência, mas só agora me atrevo a vir aqui: já fui ao oftalmologista e, por agora, a minha situação está mais ou menos estável.


Amanhã, dia 01 de Outubro de 2017, é dia de eleições autárquicas. Eu sempre fui contra a obrigatoriedade do voto, mas cada vez entendo mais quem defende a sua obrigatoriedade. Pareço incoerente? Não faz mal. Como se costuma dizer, é para o lado que durmo melhor.


Tenho ouvido falar muito de seca. E lembro-me sempre de um filme: “Dune”, do David Lynch (1984). Se virem o filme, compreendem logo o que eu quero dizer: nesse filme há um povo que vive no deserto e que arranja maneira de conservar toda a água que conseguem. Ora, se o homem tem tanto jeito para inventar mais maneiras de se auto-destruir, porque não investir essa mesma energia em inventar algo de positivo para humanidade?
Assim, quando chovia, guardava-se a água.


Por último, faço aqui um apelo:
Quem quiser adquirir o meu livro de contos, “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)” (Chiado Editora), pode fazê-lo de várias formas: em livraria, online (Chiado Editora – https://www.chiadoeditora.com, Bertrand – https://www.bertrand.pt, Fnac – https://www.fnac.pt, Wook – https://www.wook.pt…), directamente à APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu, cujos fundos revertem, na totalidade, a favor da APAHE), ou ainda directamente a mim, pois também tenho alguns exemplares para venda, com o PVP de EUR: 14,00 € (catorze euros).
Aproveito a oportunidade para solicitar a V/ ajuda: manifestem as V/ opiniões acerca deste meu livro na página respectiva, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/, que vos convido a conhecer e a gostar. Nesta mesma página está publicada uma nota, cujos comentários estão reservados para isso mesmo: para dizerem da V/ justiça.
O livro está disponível em Portugal e no Brasil.





Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Sardinhas, carapaus e afins (31/07/2017)



Olá, como estão?


Eu… nada bem.
Lembram-se de eu vos ter falado numa lesão no ombro direito?
Pois bem, a mesma evoluiu para uma tendinite do ombro (pelo menos, acho que é esse o nome…), o que é horrivelmente doloroso. Agora, juntem a isto eu ser destra e estar numa cadeira de rodas… Estão a ver a festa?... É cá um arraial: não vos digo, nem vos conto...
Só sei que à conta disto só posso teclar com a mão esquerda. Como tal, evito fazê-lo. Pelo menos, agora. Escusado será dizer que aquele meu projecto está parado. Assim como uns contos em que eu estava a trabalhar.
Ainda por cima, tem estado um calor sufocante… Sou só eu, ou vocês também têm cada vez mais dificuldade em suportar o calor?...
Meu rico Inverno… Não me entendam mal, não é que me dê melhor com o frio, mas ao menos, com esse, podemos sempre vestir mais qualquer coisa – é claro que eu falo só por mim…
Mas não é só: cada vez tenho mais dificuldade em manter as mãos abertas e os dedos direitos – a tendência de os “fechar” em garra é cada vez maior.
Para ajudar ainda mais este imbróglio, temos o meu glaucoma – glaucoma primário de ângulo aberto, acho que é esse o nome.
É caso para perguntar: “Que mais me irá acontecer?”

.
Sabem o que vos digo?... O Henry Ford é que tinha razão – ele é que a sabia toda…
Senão, vejamos: já repararam bem na quantidade de atestados de burrice que a nossa classe política nos passa, quase que diariamente?... Devem ter a nossa inteligência em muito pouca consideração… Eu, e por mim falo, quase que me chego a sentir insultada…Dispenso cochichos, assobios, faladrações e mais que tais: eu ainda sei pensar pela minha cabeça e gosto de tirar as minhas próprias conclusões. Não preciso de ninguém que me diga como pensar e, consequentemente, como agir.


E aquela de haver o risco de se deixar de poder pescar sardinha?...
A mim, sou sincera, tal não me faz grande mossa. Pela muito simples razão de não gostar de sardinha.
Aliás, a mim só me apetece dizer o seguinte: não há sardinha?... Comam carapau…
E afinal, parece que não sou a única: ao que julgo saber, são vários os especialistas que têm vindo a alertar para necessidade de começar a substituir a sardinha pelo carapau e cavala (há quem lhe prefira chamar sarda), que são espécies mais abundantes.


E por falar nas ditas cujas, aproveito agora para, uma vez mais, puxar a brasa à minha
sardinha: já conhecem o meu livro de contos “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)”?
E se por acaso forem de férias, que tal pensarem neste livro para ler e ser o V/ fiel companheiro de aventuras neste período?
Vão rir, vão chorar… e vão também ver que não se arrependem e que vão dar o vosso tempo por bem empregue.
Divirtam-se e boas leituras!
Podem assistir a um spot publicitário em https://www.facebook.com/ChiadoEditora/videos/10155733229623287/.
A obra está disponível, quer em livro, quer em e-book, em Portugal e no Brasil (https://www.chiadoeditora.com/livraria/tas-com-a-mosca-ou-cheira-te-a-palha - a página é a mesma: apenas terá que escolher a moeda: Euros-€ para Portugal, ou Reais-R$ para o Brasil).
Fico ansiosamente a aguardar as V/ reacções, positivas e/ou negativas, na página do Facebook criada especialmente para o efeito, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/, a qual, desde já, vos convido a conhecer e a gostar.


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

As coisas são como são (05/07/2017)



Olá, como estão?


Agora que já passou mais de uma semana sobre o lançamento do meu livro de contos ”’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, 0sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)” e que toda a poeira (por assim dizer…) assentou, posso agora dar-me ao luxo de ver as coisas com outros olhos: olhos de ver.
Por muito feliz que tenha ficado com todo o evento (e mais uma vez agradeço à APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias por tudo, MESMO tudo), não o posso negar, a minha alma e o meu coração também foram cobertos por um véu negro de tristeza.
Nomeadamente devido a algumas ausências de pessoas que considerava (e continuo a considerar) amigas. Mas que essas ausências me magoaram, ai lá isso magoaram. Mas mais que as ausências, foram os silêncios. Silêncios que gritam: ecoam dentro de mim: ressoam no mais recôndito de mim. E o que ainda mais me entristeceu foi saber que se tratava de pessoas que eu sabia saberem. Mas para quem eu não fui uma prioridade. Foi a escolha que fizeram. E só me resta aceitá-la – por mais que me custe…


Não sei como é com vocês, mas eu já estou pelos cabelos com esta história dos e-mails do Benfica.
Apesar de ser benfiquista, eu digo: investigue-se, apure-se a verdade e castigue-se quem tiver de ser castigado.
Mas cá para mim, isto vai dar tudo num redondo nada: vai ficar tudo em águas de bacalhau.
Lembram-se do “Apito dourado”?
E lembram-se do que aconteceu?
Pois foi, a montanha pariu… um rato.


Um dia destes lembrei-me de ver, no computador, um filme que é um dos meus preferidos: “A Bela e o Monstro”. Mas atenção, estou a fala3r do filme de 1991: da versão animada da Disney.
E redescobri que aquele filme, nomeadamente a parte final, comove-me sempre.
É certo e sabido: quando se ouve o coro cantar…

Certain as the sun
Rising in the east
Tale as old as time
Song as old as rhyme
Beauty and the Beast

.... já eu estou a chorar que nem uma Maria Madalena.
Tiro e queda.

Ainda me lembro que esse filme foi o único filme de animação a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme.
E também me lembro de ler que, no princípio da noite da cerimónia, até uma havia uma certa espécie de consenso: o Óscar de Melhor Filme até podia muito bem ser atribuído a “A Bela e o Monstro”.
Mas com o decorrer da cerimónia o caso mudou de figura.
Porque esse foi o ano de “O Silêncio dos Inocentes”.
E quando o filme ganhou os Óscares de Melhor Argumento Adaptado (Ted Tally), Melhor Actriz (Jodie Foster), Melhor Actor (Anthony Hopkins) e Melhor Realizador (Jonathan Demme), tornou-se óbvio que esse era o filme que ganharia o Óscar de Melhor Filme.


Vou agora puxar a brasa à minha sardinha.
Vou falar do meu livro.
Porquê não levá-lo para ler nas férias?
Com certeza que será uma boa companhia.
E fico ansiosamente a aguardar os V/ comentários, positivos e/ou negativos, em https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/.


Quanto àquele meu projecto maluco, continuo a trabalhar no mesmo. Quando estiver pronto, logo vos direi.


Por hoje, é tudo.
Até uma próxima oportunidade.




segunda-feira, 26 de junho de 2017

'Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (26/06/2017)




Olá, como estão?


Ontem, dia 25/06/2017, finalmente aconteceu.
No Museu do Ciclismo, sito nas Caldas da Rainha (junto ao Jardim), teve lugar o lançamento do meu livro de contos, “’Tás com a mosca, ou cheira-te a palha? (Pela desmistificação, sensibilização e consciencialização das ataxias hereditárias)”.
Desde já, impõem-se alguns agradecimentos que quero desde já, aqui e agora, destacar:
- Ao Museu do Ciclismo, pela hospitalidade e amabilidade com que nos brindaram, quer a mim, quer à APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias.
- À Chiado Editora, por terem acreditado no meu trabalho e por terem agilizado a impressão dos livros, pois os mesmos só deveriam estar prontos em Julho. Mas tendo em conta a data e a ocasião, prontificaram-se a agilizar a impressão junto da gráfica.
- Ao Dr. Aurélio Lopes, pela revisão e pelo prefácio.
- À APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias, por crerem e confiarem em mim e no meu trabalho, e cujo apoio tornou possível esta aventura.
Também não posso deixar de agradecer aos presentes (e ausentes), assim como a quem contribuiu para o sucesso deste lançamento, pois ajudaram a tornar o dia de ontem ainda mais especial para mim.
E pronto! Agora só me resta esperar que gostem e fico a aguardar, ansiosamente. pelo V/ feedback na página criada especialmente para o efeito, https://www.facebook.com/fatimadoliveira2/.
Boas leituras!

Lembro-me de que no lançamento, a Maria José Santos, Presidente da Direcção da APAHE – Associação Portuguesa das Ataxias Portuguesas, dizer no seu discurso de que os atáxicos não são nenhuns coitadinhos.
E não são!
O que os atáxicos mais querem é, acima de tudo, respeito.
Eu, pelo menos, por mim falo.
Se houver respeito, tudo o resto (compreensão, aceitação…) vem por acréscimo.


Agora estou a trabalhar noutro projecto.
Um projecto… louco, poderão dizer, mas vou tentar levá-lo a cabo.
Quando o terminar, depois digo-vos.


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.